Bíblia Clerus: um excelente programa da Congregação para o Clero

Por Allan dos Santos

Informação atualizada em 3 de Setembro de 2013
Pessoal, esqueci que para ter acesso aos demais pacotes do Biblia Clerus, precisa ter as chaves. Ei-las:

Key for Installing: 
Go into the Biblia-Clerus Folder and click on ICTUS Setup. 
If you want the extra works under copyright, just click on the boxes and type in the following codes: 
- La Bible de Jerusalem: bj2910
- Somme theologique de St-Thomas d’ Aquin- st33
- Les Peres dans la Foi, edition Migne- migne
- Oeuvres completes de St-Jean de la Croix- jnc33
- Nuevo Grande Comment Biblico- jbc1968
- Jerome Biblical Commentary- jbc1968
- Oeuvres de Sainte Therese d’Avila (marcelle Auclair)- tha33

The other folders besides the Biblia-Clerus are from the internet. The Latin-English, English-Latin dictionary is very helpful, to install it just open it up and click on the box marked “words.” The Biblia Clerus allows you to add new files so you could add the other internet files to the program as well, and enjoy the benefit of its search engine. 



Vejam no lado direito de quem vê asreferências aos santos ou ao Magistério
Amigos, estou disponibilizando a cópia do CD-ROM "Biblia Clerus" da Congregação para o Clero. Este programa pode ser atualizado pelo site da Congregação, mas não pode ser baixado. O arquivo é um pouco grande e prefiro enviar a cópia do CD-ROM do que tentar colocá-lo na internet (minha internet é precária, infelizmente).

Desta maneira, quem quiser o CD-ROM BIBLIA CLERUS, apenas baixe o arquivo AQUI [me envie o endereço completo com o nome para o seguinte e-mail: allan.santosbr@hotmail.com]. Será uma alegria ajudar os sacerdotes e seminaristas a estudarem a Fé Católica mergulhados na Tradição e nas Escrituras Sagradas.
Biblia Clerus interface
Para quem não conhece: o programa roda no Windows apenas (até onde sei), e possui documentos do magistério com links em cada versículo da Bíblia, a qual pode ser lida em Latim Vulgata, Nova Vulgata, Francês, Inglês, Espanhol, Português, Grego, Hebraico, Alemão e outras línguas.

Explicando: quando você clica num versículo da bíblia, seja ele qual for, você terá na barra lateral quem citou este exato versículo ou capítulo, seja o Magistério ou os Santos da Igreja; e em cada indicação da bibliografia do magistério ou do santo (a) da Igreja, você poderá ler o livro, ou a parte do texto que o buscador fez referência. A maioria dos doutores da Igreja está neste programa maravilhoso, assim como o Denzinger com as citações do Magistério.

Enfim, é espetacular para estudos sérios e fiéis ao Magistério.

O link do site para atualização: http://www.clerus.org/bibliaclerus/index_eng.html

Carlos Valério NÃO é sacerdote da Igreja

Por Allan dos Santos

Estimados, recebi uma mensagem de uma amiga perplexa acerca de um "sacerdote" fundador de uma suposta comunidade tridentina que se encontraria na diocese de Niterói. Depois de pesquisarmos a suposta comunidade concluímos o seguinte:

O Carlos Valério Batista Aguiar não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana. Ele foi ordenado como diácono pelo bispo da diocese de Santa Amaro, o bispo Dom Fernando, chegando a aparecer na Arquidiocese do Rio de Janeiro [não oficialmente, mas apenas para experiências]. Depois de um tempo, retorna ao Estado do Rio de Janeiro como "sacerdote" ordenado na Itália pela comunidade Opus Sancti Michaeli Archangeli, que está na Itália [ver o site deles: http://www.cpl13.it/].

Aqui se pode ler seu histórico por ele mesmo:
Nasci numa família católica de raiz, como se diz aqui. Foi no dia 31 de maio de 1961. Filho de pais católicos: minha mãe, catequista e Filha de Maria, Legionária e zeladora do Apostolado da oração; meu pai, ex-seminarista jesuíta e Congregado Mariano. Tudo na minha vida foi prematuro: fui batizado aos três dias de nascidos, e dez dias depois recebi o Sacramento da Crisma. Aos doze anos já era coroinha e aos 14 anos ingressei no Seminário Dom Bosco, dos Salesianos, em Araxá (MG). Aos 17 anos ingressei no Mosteiro de São Bento, do Rio de Janeiro, pelas mãos de Dom Marcos Barboza, osb. Cheguei a professar os votos simples, e ao terminar o primeiro ano de Filosofia resolvi sair do Mosteiro. O motivo que me levara a tal decisão foi uma crise vocacional, pois percebi que era imaturo e que deveria ter algo que justificasse minha renúncia ao mundo. Para muitos pode parecer uma coisa sem necessidade, mas para mim exigia-se uma maturidade para o estado de vida que eu estava abraçando. Resolvi, então fazer vestibular, e aos 23 anos ingressei na Faculdade de Direito da UFF, querendo seguir a profissão de meu pai, que é advogado. Sempre tive muita tendência ao Direito, mesmo quando estava no Seminário e queria fazer Direito Canônico. Na Faculdade de Direito pude amadurecer muito: cheguei a dar aulas de Latim para os colegas e fui líder de turma. Trabalhei nesta época na Paróquia e atuava na Pastoral de Catequese como Formador e Catequista. Conheci muitas meninas que se aproximaram de mim e pude namorar e ter a experiência de um relacionamento de romance. Todavia, sempre me sentia trair minha vida, ou melhor, minha vocação. Em 1993 resolvi fazer Mestrado em Direito Canônico concomitante ao Curso teológico no MSB e terminar a Filosofia. Concluí o Mestrado em 1994 e a Teologia em 1997. Resolvi reingressar na vida religiosa, e rompi um namoro muito profícuo com uma maravilhosa garota da Igreja. Cheguei a fazer concursos públicos, inclusive para a Magistratura e cheguei a passar numa fase destes concursos, mas abandonei para o reingresso no Seminário. Talvez teria sido Juiz de Direito. Fui ordenado Diácono na Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, e depois Ordenado Sacerdote na Itália. Hoje sou Padre Provincial de uma Fraternidade Tradicionalista, chamada Opus Sancti Michaelis Archangeli (OSMA), que junto com outros padres, fundamos na Europa, após dissidência de uma outra Fraternidade sedevacantista. Sempre fui tradicionalista, e tendo a oportunidade de ingressar numa Fraternidade, num contexto onde a Igreja dava de admitir a celebração da Missa no Rito Tridentino, foi o sinal que Deus me deu para me realizar como padre na Tradição da Igreja Católica. Hoje represento a Fraternidade OSMA no Brasil, cuja sede é em Bolonha na Itália. Meu trabalho hoje consiste na implementação no Brasil da OSMA e no recrutamento de vocações, conforme as diretrizes que a Igreja nos impõe e as nossas Constituições. Sou feliz por ser sacerdote, numa vida de oração, trabalho e orientação espiritual das pessoas, dos fiéis, que buscam a Deus. Minha família sempre esteve presente nas minhas decisões, e agradeço muita aos meus pais que me apoiaram sempre e incentivaram a minha vocação. Que em tudo seja Deus glorificado.

[link do texto em original AQUI. Grifos nossos]

Todas as informações acima são verdadeiras, mas ele esconde que foi ordenado sacerdote de maneira inválida. Agora, como cismático, seu caso só pode ser resolvido pela Sé Apostólica. A página que o Google indica como deles está fora do ar, mas pode ser lida em cache AQUI. Maiores informações documentais sobre o estado canônicos destes farsantes: http://fratresinunum.com/2012/11/16/protocolo-da-nunciatura-apostolica-sobre-sociedade-papa-leao-xiii-e-igreja-catolica-brasileira/

“O Papa lava os pés de duas moças? Um mau exemplo”.


Lombardi explica a “oportunidade” do gesto em uma comunidade pequena como a Casal do Marmo
Por Alessandro Speciale | Tradução: Fratres in Unum.com – Alguns alarmes soaram imediatamente após sua eleição, quando o Papa Francisco se apresentou ao mundo, no Balcão das Bênçãos, com a sua cruz de ferro e vestido de forma extremamente simples. Os tradicionalistas católicos, ligados à missa pré-conciliar em latim, fizeram uma careta.
Por outro lado, o “currículo” do Papa argentino provocou muitas críticas dentre os “fãs” da missa tridentina. “O Horror”, resumiu um periodista sul-americano em uma análise publicada no sítio tradicionalista Rorate Caeli. «Dentre todos os candidatos impensáveis, Jorge Mario Bergoglio é, talvez, o pior. Não porque professe abertamente doutrinas contra a fé e a moral, mas sim porque, julgando por seu trabalho como arcebispo de Buenos Aires, a fé e a moral parecem ser irrelevantes para ele».
Sobretudo, o novo Papa foi descrito como «um inimigo da missa tradicional», aquela que é celebrada em latim, e havia impedido em sua arquidiocese que se colocasse em prática o Motu Proprio “Summorum Pontificum”, com o qual Bento XVI permitia a missa tridentina como «forma extraordinária» do Rito Romano.
Outro exemplo. Um comentador católico conservador, Michael Brendan Dougherty, definiu a eleição de Bergoglio no “National Post”, apressadamente (apenas a três dias da “fumaça branca”), como mais uma das «novidades recentes e mediocridades católicas», porque segue a linha que foi seguida em meio século do Concílio Vaticano II, marcado por «experimentações desconsideradas», como a celebração da missa em línguas vernáculas, os gestos «drásticos» de João Paulo II ou a renúncia de Bento XVI.
Porém, a hostilidade explodiu somente depois de ontem à tarde, quando o Papa Francisco lavou e beijou os pés de duas meninas (e uma muçulmana) durante a liturgia da Quinta-Feira Santa, que ele celebrou no instituto penal para menores Casal do Marmo.
O Papa Francisco foi acusado de dar um mau exemplo e de violar a lei da Igreja; o sítio “Rorate Coeli” declarou imediatamente que a «reforma da reforma», que muitos esperavam de Bento XVI, havia acabado.
Ed Peters, um canonista e blogueiro muito conhecido nos Estados Unidos, não acusou o Pontífice, naturalmente, de «violar qualquer indicação divina», porém, sobretudo, de «dar um exemplo discutível, ignorando a sua própria lei».
Em 1988, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos publicou a carta circular “Paschales Solemnitatis” sobre a celebração dos ritos pascais. Nesse texto, no número 51, se lê que a lavagem dos pés deve envolver apenas homens escolhidos. O original em latim, “viri selecti”, não deixa dúvidas a esse respeito.
Nos Estados Unidos, a Conferência Episcopal decretou, um ano antes, a prática de incluir também as mulheres na cerimônia, embora não esteja previsto nos livros litúrgicos, pois tinham a «intenção de realçar o serviço ao lado da caridade no rito», porque era uma «forma compreensível de acentuar a ordem evangélica do Senhor, que veio para servir e não para ser servido».
A questão voltou a surgir em 2005, quando o arcebispo de Boston, o cardeal Séan O’Malley desencadeou as polêmicas por sua vontade de abrir o rito também às mulheres. Nessa ocasião, a Congregação para o Culto Divino explicou que, embora permanecia a «obrigação litúrgica» de lavar os pés somente dos homens, o bispo local podia ter a liberdade de decidir se existia uma necessidade pastoral na diocese.
Até esta “ruptura” humilde de Francisco. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou à Associated Press que se em uma «grandiosa celebração solene» seria lógico lavar os pés somente dos homens, porque se comemora a Última Ceia de Jesus com os apóstolos, «em uma comunidade pequena e única, composta também por mulheres», como a de Casal do Marmo, havia sido «inoportuno» excluir as mulheres, «à luz do simples objetivo de comunicar uma mensagem de amor a todos em um grupo que não incluía a refinados peritos em normas litúrgicas» [nota do Fratres: ou seja, se estás em uma "comunidade" pequena, "faze o que tu queres pois é tudo da lei!"].
* * *
O Padre Adolfo Ivorra, doutor em teologia litúrgica pela Universidade São Dámaso, de Madri, e professor de metodologia de investigação e de livros litúrgicos modernos na Espanha, explica em seu blog o que determina o Missal de Paulo VI:
“Os varões designados, acompanhados pelos ministros, ocupam os assentos preparados para eles em um lugar visível aos fiéis. O sacerdote (deposta a casula, se necessário), aproxima-se de cada uma das pessoas designadas e, com a ajuda dos ministros, lava e seca os seus pés” (Missal Romano: reimpressão espanhola atualizada de 2008, p. 263).
Em latim: “Viri selecti deducuntur a ministris ad sedilia loco apto parata. Tunc sacerdos (deposita, si necesse sit, casula) accedit ad singulos, eisque fundit aquam super pedes et abstergit, adiuvantibus ministris. (Missale Romanum, a. 2002)
Prossegue o douto sacerdote: “O que me preocupa muito é que o primeiro a não obedecer as rubricas seja o ‘patriarca’ de nosso rito, o romano. Temos um sério problema, sobretudo no catolicismo latino, em relação à correta apreciação dos sinais litúrgicos [...] O grande problema que recai sobre nós é o relativo ao munus regendi, ou dito em uma linguagem secular: o caos litúrgico, onde tudo vale porque tudo é “relativo”. O relativismo está dentro de nossa casa. Por favor, Santidade, peço-lhe que siga fielmente as rubricas de seu próprio rito, o romano, e dê exemplo aos demais sacerdotes e bispos de fidelidade às normas da Igreja. O Papa não é um monarca absoluto ao modo dos governantes seculares, mas alguém que reconhece, como dizia Bento XVI, que a liturgia é uma realidade que nos é dada e que não se reconstrói segundo os gostos. O primado do bispo de Roma não é tarefa fácil. Roguemos ao Senhor para que o próprio Papa Francisco ou alguns de seus colaboradores façam que Sua Santidade veja a importância destes sagrados ritos”.
E o blog Rorate Caeli questiona: “Uma vez que há normas em vigor a respeito do lava-pés (viri, homens), todavia, mesmo a Suprema Autoridade está obrigada a humildemente obedecê-las, ao menos que ele formalmente as altere de antemão. Não é realmente tão complicado entender esta matéria básica de lógica legal, não é mesmo?”.