Luz sobre a Idade Média (Régine Pernoud) - Download ebook


"Idade das trevas" ou "época de obscurantismo" são alguns dos slogans que mais ouvimos nas escolas quando o tema é sobre a Idade Média.

A historiadora francesa Régine Pernoud, em seu livro Luz sobre a Idade Média, mostra um panorama muito diferente do que aprendemos desse período de coragem, Fé, aventuras, castelos, reis, nobres e camponeses que, embora a legenda negra, tanto fascinaram a imaginação em nossa infância. Quantas vezes peguei minha irmã caçula brincando de princesa no quarto com suas bonecas.

Este livro revela toda a riqueza do período medieval e aspectos menos conhecidos nossos como o interesse às ciências e à medicina que tiveram grande desenvolvimento nesse período.
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Local do II Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum



CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO DO SUMARÉ
End.: Estrada do Sumaré, 670
Bairro: Rio Comprido
RIO DE JANEIRO - RJ


PROMOÇÃO
ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO
ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY


15-18 DE NOVEMBRO DE 2011

Contatos: José Luiz e Edelair
E-mail: 
summorum2@hotmail.com
Fone: (21) 2667 8309


A Providência Divina regendo o universo criado - II [final]

A questão do mal para os Padres da Igreja
Essa questão é tão importante, que vamos resumir o que diz o teólogo Leslie J. Walker, na The Catholic Encyclopedia, edição de 1911:
A pergunta que os Padres da Igreja se punham, era: “Como podem o mal e o sofrimento ser compatíveis com a beneficente Providência de um Deus todo-poderoso? E por que o justo, mais especialmente, deve sofrer, enquanto os maus são aparentemente prósperos e felizes?” A solução patrística para esses problemas pode ser resumida nos seguintes pontos:


• O pecado não é ordenado pela vontade de Deus, se bem que sucede com sua permissão. Só um resultado secundário pode ser referido à Providência (Orígenes, São João Damasceno).
• O pecado é devido ao abuso do livre-arbítrio; um abuso que foi certamente previsto por Deus, mas que só poderia ser impedido retirando do homem esse seu mais nobre atributo [o livre arbítrio] (Tertuliano, São Cirilo de Alexandria, Teodoreto).
• Além disso, neste mundo o homem tem que aprender, por experiência e contraste, a conhecer os obstáculos e a superá-los (Lactantius, Santo Agostinho).
• Portanto, uma razão pela qual Deus permite o pecado, é para que o homem possa chegar imediatamente [por contraste] a uma consciência do que é reto, de sua própria inabilidade em alcançá-lo, e assim possa pôr sua confiança em Deus (Anon, São Gregório Magno).
• Deus não é responsável pelo pecado, mas só pelos males [mortificações] que dele resultam como punição do pecado (Tertuliano), males que acontecem sem a vontade [expressa] de Deus, mas que não são contrários a ela (São Gregório Magno).
• Todo mal físico, desse modo, é conseqüência do pecado, o resultado inevitável da queda original (São João Crisóstomo, São Gregório Magno). A essa luz, ele é visto imediatamente como uma medicina (Santo Agostinho), uma disciplina (id., São Gregório Magno), uma ocasião para a caridade (São Gregório Magno). O mal e o sofrimento, então, tendem a aumentar o mérito (id), e desse modo a junção da justiça torna-se um agente para a bondade (Tertuliano).
• O mal atua assim segundo os desígnios de Deus (São Gregório Magno, Teodoreto). Donde – se o universo for considerado como um todo – decorre que, aquilo que para o individuo é mal, será, no fim, mudado para ser consistente com a bondade divina, em conformidade com a justiça e a reta ordem (Orígenes, Santo Agostinho).
• É no fim que se prova a felicidade (Lactantius, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, Teodoreto). No Juízo Final o problema do mal será resolvido, mas até então os trabalhos da Providência permanecerão mais ou menos um mistério (Santo Agostinho, São João Crisóstomo).
• Com relação à pobreza e aos sofrimentos, entretanto, convém ter presente que, privando-nos dos bens terrenos, Deus está chamando de volta o que é seu (São Gregório Magno); e em segundo lugar que, como Salvanius nos diz, nada é tão leve que não pareça pesado àquele que o leva de má vontade, e nada tão pesado que não pareça leve àquele que o carrega com boa vontade.5