Estados Unidos: campanha pró-vida dos bispos através da internet



Para ampliar os esforços feitos pela Igreja através dos postais

Por Nieves San Martín

WASHINGTON, sexta-feira, 6 de março de 2009 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) lançou uma campanha por e-mail pedindo ao Congresso que mantenha as políticas amplamente subvencionadas a favor da vida, e que se oponha à promoção e financiamento do aborto com fundos federais.

Esta é uma forma de ampliar a massiva campanha de postais lançada nas dioceses de todo o país em janeiro passado.

Ambos os esforços estão sendo coordenados em parceria com o Comitê Nacional para a Emenda sobre a Vida Humana (NCHLA).

Desde 1993, o NCHLA coordenou campanhas de postais que dão instrumentos aos cidadãos para expressar seus pontos de vista a favor da vida, clara e respeitosamente, ao Congresso.

A atual campanha não tem precedentes em seus objetivos, excedendo as até agora patrocinadas pelos bispos.

Deirde A. McQuade, diretora assistente para Política e Comunicações da Atividade Pró Vida da USCCB, explicou, segundo informa o site dos bispos americanos, que esta campanha é suplementar à dos postais.

«Milhões de postais foram distribuídos em paróquias, escolas, igrejas não-católicas e organizações cidadãs de todo o país – disse. A campanha por e-mail dará aos cidadãos mais uma oportunidade de participar.»

A mensagem de e-mail pede aos senadores e aos representantes: «Por favor, oponha-se à FOCA [The Freedom of Choice Act, a Lei de Livre Escolha no tema do aborto, N. da R.] e a qualquer medida similar» e «mantenha as atuais leis contra o financiamento e promoção do aborto».

Desta forma, a mensagem afirma: «É especialmente importante que o Congresso mantenha estas leis nas diversas propostas normativas, por exemplo Hyde Amendment in the Labor/Health and Human Services appropriations bill.

Trata-se, disse McQuade, de «advertir contra a erosão das atuais medidas pró-vida e, para manter o aborto fora da futura proteção federal, é preciso fazer ouvir nossa voz mais do que nunca».

Para mais informação sobre a campanha pró-vida da Conferência Episcopal dos Estados Unidos: www.usccb.org/postcard.

Fonte: http://www.zenit.org/article-20995?l=portuguese

Papa pede que bispos lefebvrianos reconheçam o Concílio Vaticano II


Cidade do Vaticano, 28 jan (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje aos quatro bispos lefebvrianos aos quais revogou a excomunhão que "dêem os passos necessários" para alcançarem a plena unidade com a Igreja e reconheçam o Concílio Vaticano II.

O pontífice afirmou isto diante das pessoas que estavam presentes na Sala Paulo VI para a audiência pública das quartas-feiras, oportunidade na qual também pediu a eles "fidelidade e reconhecimento ao magistério e à autoridade do papa".

O papa Ratzinger explicou sua decisão de revogar a excomunhão aos quatro prelados ordenados em 1988 pelo francês Marcel Lefebvre sem o consentimento de João Paulo II porque, afirmou, a missão do sucessor do apóstolo Pedro é trabalhar pela unidade de todos os cristãos.

O papa disse que realizou "este gesto de paterna misericórdia" porque estes prelados lhe expressaram seus sofrimentos por sua situação.

"Desejo que meu gesto se una ao compromisso deles de dar os passos necessários para conseguir a plena comunhão com a Igreja e testemunhem assim a verdadeira fidelidade e o verdadeiro reconhecimento do magistério e da autoridade do papa e do Concílio Vaticano II", declarou Bento XVI.

No último dia 24 o papa revogou a excomunhão do suíço Bernard Fellay, do espanhol Alfonso de Galarreta, do francês Tissier de Mallerais e do britânico Richard Williamson. EFE

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL975453-5602,00-PAPA+PEDE+QUE+BISPOS+LEFEBVRIANOS+RECONHECAM+O+CONCILIO+VATICANO+II.html

Revogação de excomunhão a «lefebvristas», «início» no «final» de um caminho


Afirma o cardeal Jean-Pierre Ricard, membro da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

BORDÉUS, terça-feira, 27 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O levantamento da excomunhão imposta em 1988 aos 4 bispos ordenados ilegitimamente pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, divulgado pela Congregação para os Bispos em 24 de janeiro passado, «não é o final, mas o começo de um processo de diálogo», no qual ainda restam questões a serem esclarecidas.

Assim afirmou o cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordéus e membro da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», em uma declaração divulgada pela Conferência Episcopal Francesa, também em 24 de janeiro passado.

Segundo o purpurado, ainda falta regular duas questões fundamentais para que o cisma possa ser considerado terminado: por um lado, «a integração da estrutura jurídica da Fraternidade de São Pio X na Igreja», e por outro, «um acordo em questões dogmáticas e eclesiológicas».

Entre estes temas a debater, o cardeal Ricard se referiu à questão do Concílio Vaticano II como «texto magisterial de primeira importância. Isso é fundamental».

O cardeal Ricard aludiu a outras questões de tipo cultural e político: «As últimas declarações, inaceitáveis, de Dom Williamson negando o drama do extermínio dos judeus são um exemplo disso», afirmou.

«O caminho será longo, sem dúvida, e exigirá um melhor conhecimento e estima mútuos. Mas o levantamento da excomunhão permitirá percorrê-los juntos», acrescentou.

Esta excomunhão foi revogada, explica o cardeal Ricard, após vários pedidos neste sentido por parte de Dom Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, «especialmente após uma carta dirigida ao cardeal Castrillón Hoyos, em 15 de dezembro passado, em nome dos 4 bispos afetados».

«Ele faria o mesmo, com a possibilidade de todo sacerdote de celebrar a Missa com o Missal de São Pio V, uma das duas condições prévias à abertura de um diálogo com Roma. Ele havia feito seus fiéis rezarem por esta intenção», acrescenta o purpurado.

O arcebispo de Bordéus explica também que Bento XVI «quis ir o mais longe possível com a mão estendida, como convite a uma reconciliação», desde sua missão de fazer o possível «por voltar a tecer os fios arrebentados da unidade eclesial».

«O Papa, teólogo e historiador de teologia, sabe o drama que um cisma representa na Igreja. Compreende a questão que com frequência surge na história dos cismas: realmente foram colocados todos os meios para evitá-los?», acrescenta.

Não se deve esquecer, conclui, «que o Papa conhece bem o caso, pois João Paulo II lhe encarregou de colocar-se em contato com Dom Lefebvre para tentar impedir que cometesse o ato irremediável das consagrações episcopais».

«O então cardeal Ratzinger ficou marcado pelo fracasso de sua missão», acrescentou.

O purpurado mostrou sua confiança em que «a dinâmica suscitada pela revogação da excomunhão ajude a colocar em andamento o diálogo querido pelo Papa», e pediu aos fiéis que «rezem pela unidade dos cristãos».

«Não esqueçamos que o caminho mais seguro para avançar na unidade dos discípulos de Cristo continua sendo a oração», conclui.

Fonte: http://www.zenit.org/article-20655?l=portuguese